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A longevidade compartilhada: A revolução das formas do morar

Flavia Ranieri


Enquanto alguns seniores se sentem preocupados com os desafios da moradia no envelhecimento, há aqueles que estão se adiantando e encontrando soluções inovadoras. O artigo da revista Dwell (fonte nos créditos) relata histórias inspiradoras de mulheres mais velhas que optaram por compartilhar suas casas com outras mulheres. Essas parcerias proporcionam não apenas uma redução de custos, mas também uma sensação de comunidade, cuidado mútuo e liberdade.



Através de plataformas como a americana Silvernest, essas mulheres conseguiram encontrar companheiras de casa compatíveis e estabelecer arranjos de convivência duradouros. Além de compartilhar as despesas, elas se apoiam emocionalmente e se ajudam nas tarefas diárias. Esses relacionamentos não são comparáveis a um casamento ou a uma simples relação de colegas de quarto e sim uma forma única de compartilhar uma casa e suas responsabilidades.


No entanto, é importante ressaltar que a ideia de compartilhar uma casa transcende gerações. Não se trata apenas de pessoas acima dos sessenta anos compartilhando suas casas entre si, mas também de criar arranjos intergeracionais. A convivência entre diferentes faixas etárias traz benefícios mútuos, como troca de conhecimentos, vivências e uma perspectiva mais ampla do mundo. Essa abordagem intergeracional também ajuda a combater o isolamento social e a construir comunidades mais inclusivas.


Histórias como as contadas no artigo da Dwell destacam a importância de criar suas próprias comunidades de cuidado na velhice. Enquanto há preocupação sobre quem cuidará das pessoas idosas da geração baby boomers à medida que envelhecem, essas mulheres estão mostrando que podem cuidar umas das outras de maneira eficaz. Elas estão quebrando estereótipos e encontrando soluções práticas e satisfatórias para suas vidas.


Esses arranjos de vida compartilhada não são apenas uma alternativa às instituições de longa permanência, mas também promovem uma sensação de propósito, companheirismo e qualidade de vida.


Aqui no Brasil, existe a Coliiv, uma startup que faz o famoso match de moradores através de afinidades e não somente por questões de localização ou financeiras.


À medida que a população idosa aumenta e os desafios financeiros e de moradia se tornam mais prementes, é encorajador e inspirador ver o surgimento de plataformas e serviços que facilitam esses arranjos de compartilhamento de moradias. Essas soluções inovadoras estão abrindo novas possibilidades para os sêniores viverem de maneira mais independente e gratificante.


Essas histórias e iniciativas nos lembram da importância de reavaliar nossas concepções sobre o envelhecimento e a vida em comunidade. Ao invés de ver a velhice como um fardo ou uma fase solitária.


E você? Sabe onde e como vai morar quando envelhecer?




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